Review - Monster Pies

12:32 PM Lorena Miyuki 3 Comentários



Diretor: Lee Galea
Idioma: inglês
Gênero: drama coming-of-age

Sinopse: 
Mike sempre se sentiu alienado e sozinho até que um novo garoto aparece em sua escola, despertando sentimentos e um mundo de possibilidades que ele nunca sonhou em ter antes.

O filme é de 2013.






Em Monster Pies, um filme australiano, nós somos apresentados, como diz na sinopse, a Mike (Tristan Barr), um adolescente que é extremamente inseguro e desajeitado em todos os sentidos. Ele trabalha numa locadora de filmes, é "assediado" por uma das frequentadores e é constantemente judiado por causa de sua sexualidade (estranha). Durante uma aula de inglês em que ninguém quer lhe fazer companhia para um trabalho, Mike se aproxima de Will (Lucas Linehan), o garoto novo que, apesar da aparência masculina e austera que demonstra, tem um lado sensível que só Mike consegue despertar e ver.

Os dois tem de criar então uma adaptação moderna de Romeu e Julieta para a aula e definitivamente passar algum tempo juntos. Will é aficionado por vídeo e tem uma câmera com a qual gosta de gravar todos os pontos da vida ao seu redor. Ele e Mike decidem fazer um vídeo para o projeto de inglês contando a história de como Frankestein (Romeu? Julieta?) se apaixonaria por um lobisomem (Romeu? Julieta?). Durante as filmagens, os dois vão descobrindo mais sobre si mesmos e sobre suas vidas, coisas que nenhum deles jamais pensou em dizer a ninguém mais.

O filme não é um blockbuster nem nada, mas conta com uma boa produção. Os atores são muito bons, principalmente o Tristan, que faz o Mike parecer quem ele realmente quer parecer: um adolescente esquisito e fora do padrão, mas extremamente envolvente e sensível em muitos pontos. Confesso que tive dificuldades em me adaptar à "obviedade" da trama, mas o filme me surpreendeu muito por ser muito embasado na realidade (de verdade) e pelo tom carinhoso com que se desenrola. Há muitas passagens muito bonitas e que me fez derramar algumas lágrimas de angústia. A história da mãe do Will, por exemplo, tirou um pouco do clichê que eu havia esperado. Ponto muito positivo! Além disso, a história é cheia de significados e eu simplesmente amo quando o diretor/roteirista se preocupa em atar todos os nós, escrever poesia e ainda conectá-la com o nosso cotidiano.

A história de Romeu e Julieta é uma metáfora criada pelo diretor para descrever a comunidade e o relacionamento dos dois protagonistas. Mike é o Frankestein, que é temido e mal-entendido por todos ao seu redor. Will é o lobisomem, que está tentando lidar com sua transformação em um "monstro". O monstro é a própria comunidade LGBT, que é atacada pelas pessoas (ignorantes e teimosas, os verdadeiros monstros). E, bom, todo mundo sabe como a história de Romeu e Julieta termina, não sabe?

Outra particularidade é o nome do filme, Monster Pies, que faz referência ao irmão mais novo de Mike, que faleceu quando ele era pequeno. Os dois costumavam brincar no quintal fazendo tortas de lama para manter os monstros de seus sonhos satisfeitos (e fora de casa), para que pudessem dormir bem à noite. Essa é uma história que Mike nunca contou a ninguém e que acaba revelando a Will - que, por sua vez, lhe diz que nunca foi ao cinema, apesar de ser apaixonado por filmagens.

O filme tem um apelo emocional muito forte. Os últimos trinta minutos são um choque atrás do outro chorei horrores. O impacto que ele deixa na gente é também muito realista e presente. O vídeo dos garotos é simplesmente de cortar o coração. Infelizmente faz parte daquela leva de películas que estão lá para nos lembrar o quanto a vida (e as pessoas, principalmente) podem ser cruéis e que nem todo mundo está disposto (e preparado) e enfrentá-las.

Seguem uns screencaps que podem contém spoilers.


Segue o trailer muito bem feito e, até onde conseguir ver, o filme está disponível em quase sua totalidade no youtube também. Trilha sonora linda, diga-se de passagem.



3 comentários:

  1. Estou com medo porque sinto que vou chorar muito, mas vou assistir. ♥

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  2. Eu achei um pouco (muito) triste. O apelo emocional é muito grande, os últimos 30 minutos e o vídeo, ah, o vídeo, são realmente de cortar o coração. Eu estava crente em um final diferente, e me chocou muito quando eu vi o que havia acontecido. Filme muito bom, mas como 90% dos filmes nessa meada, é realista e termina de forma triste.

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