Review - Lovesick, The Series

6:07 PM Lorena Miyuki 0 Comentários

Dica de dorama pra quem tá sem nada o que assistir!



Love Sick: The Series (em tailandês รักวุ่น วัยรุ่นแสบ),
Phun já tem uma namorada, mas seu pai quer que ele namore a filha de um amigo importante. Então, para não ser obrigado, ele e sua irmã mais nova, Pang, tentam fazer o pai acreditar que Phun na verdade tem é um namorado. Para isso, ele convence Noh a ser seu par, em troca de uma ajuda para seu clube de música no colégio. Porém, uma série de eventos faz com que os dois garotos de 17 anos acabem se apaixonando.

Série de 2014/2015 baseada num livro que foi postado online e cujo título é: "Love Sick: The Chaotic Lives of Blue Shorts Guys". A primeira temporada tem 12 episódios e a segunda tem 36 (!!) e, assim como Make It Right, tem duas versões: uma sem cortes e outra com censuras e cortes.

Eu já mencionei Love Sick na resenha que fiz de Make It Right, já que ambas as series se passam no mesmo universo: o colégio Friday, dos garotos de shorts azuis. Aqui, porém, os personagens parecem muito mais maduros, decididos. Não sei precisar a diferença de idade entre o Fuse (protagonista de Make it Right) e o Phun (co-protagonista de Lovesick), por exemplo, mas é nítida a diferença de qualidade na trama e também de atuação.

Na maior parte das vezes, acompanhamos a perspectiva de Noh dos eventos - mesmo porque o livro é narrado na perspectiva dele. Noh é o presidente do Clube de Música no colégio e, por um "erro de cálculo", ele não consegue o valor necessário para comprar uma bateria nova para os colegas, que estão ensaiando para um grande evento da escola. Então ele vai pedir ajuda a Phun, que é o vice-presidente do conselho estudantil e que aprova os orçamentos. Phun então oferece um trato: Noh finge ser seu namorado para sua irmã Pang, e ele arruma o dinheiro do clube.

Pang é obcecada por mangás yaoi/boyslove e fica completamente deslumbrada ao saber que o irmão tem um namorado, então quer fazer de tudo para eles ficarem juntos. Convenhamos: a Pang (e as amigas delas, depois) é a personificação de todas as fujoshis que conheço! Mas ela é uma personagem importante no decorrer da trama, além de ser ótima atriz! Ela e o Phun parecem irmãos de verdade - a semelhança física e de personalidade é muito visível ao longo dos episódios.

Os dois garotos principais têm uma atuação gracinha! Adorei os atores (White e o Captain, que fazem o Phun e o Noh, respectivamente, que inclusive mantém amizade fora das gravações desde então), e adorei muito os personagens. O Phun (meudeus o Phun! O garoto perfeito!) e o Noh vão amadurecendo a olhos vistos!

Além de se passar na escola dos dois, também temos a "parte das meninas" da trama: o colégio Convento, no qual estudam a namorada de Phun, Aim, e a namorada de Noh, Yuri, além de outras meninas que enchem a história de tramas paralelas e importante sobre bullying, status social, pressão da sociedade, estudos, etc. Os amigos e colegas de Phun e Noh também têm seus papéis, com destaque para os locutores da rádio do colégio (na primeira temporada), que introduzem assuntos que são tratados ao longo dos episódios (e um deles é o Gunsmile, ator/cantor que faz o Prem, de SOTUS, novinho! E que, apesar de ser bem louco, canta lindamente aqui!). No fim de cada um também há uma pequena "lição" que fica sobre amor e relacionamentos, e eu achei esse detalhe bem fofinho.

Um ponto negativo que me incomoda de forma geral são os merchandisings, as propagandas nada, NADA SUTIS no meio das cenas. Make It Right já tinha isso, mas em Love Sick é também muito exagerado - e a impressão que fica é que eles estão sendo pagos pra fazer propaganda, não para atuar. Em vez de diminuir com o tempo, os patrocinadores só aumentaram, o que também dobrou (triplicou?) o número de cenas sem-noção... Fora que Love Sick é o primeiro dorama que eu vejo fazendo propaganda do próprio dorama: gente, isso é meio surreal HAHAH Os personagens aparecem assistindo a eles mesmos no celular, comentando sobre a "novela" e falando sobre as músicas, o app que eles promovem, enfim... é super bizarro, mas te proporciona altas gargalhadas!

Além disso, são muitos, muitos (deixa eu reiterar: MUITOS!) personagens em Love Sick. É difícil pegar o ritmo no começo, mas acredito que a história do Phun e do Noh tenha feito tanto sucesso (e foi sucesso escandaloso ao ponto de investirem pesado nessas produções depois de Love Sick) por mostrar a ligação dos meninos de forma ao mesmo tempo delicada e real. Eles não são utópicos ao ponto de largar tudo para ficarem um com o outro, pelo contrário. É tudo bem planejadinho e aparentemente a adaptação foi bem feita - a maioria dos leitores gostou, pelo que pesquisei. E tem de tudo pra todos os gostos: tem beijo, tem cenas das meninas, tem esportes, tem música (tem muito kpop! e muitas referências asiáticas em geral - a animes, música, etc), tem drama, tem comédia, tem ação, tem fanservice... Enfim.

Vale a pena? Se você tiver um tempo considerável da vida para passar assistindo 48 episódios de mais ou menos 40 minutos, vá em frente!

Primeira temporada

Aim, Phun, Noh, Yuri e Earn

O enredo da primeira temporada é esse da sinopse, apesar de a gente não ser nem apresentado ao pai do Phun ainda! Acompanhamos as desventuras dele com o Noh na intenção de se aproximarem e deixar claro para a irmã que eles são um casal. Eles descobrem - um tanto rapidamente, eu diria - que gostam de fato da companhia um do outro e que talvez queiram experimentar algo mais. Porém, o "empecilho" que são as namoradas de ambos deixa tudo mais dramático - e o que são essas namoradas?! Desculpa, queria ter gostado das meninas, mas não consegui simpatizar com nenhuma! A Aim é uma pessoa horrível! A Yuri parece uma gralha, e as outras meninas do colégio são super sem sal - a Mo é mimada, a Grace é a personificação da maldade, a Jeed é interesseira e imatura... Nossa, a trama das meninas é de dar raiva! A história da Jeed com o Khom e o Nueng é uma tristeza de acompanhar porque não dá pra gostar de nenhum dos lados pelo menos não ainda.

Também temos a trama do Shay e do Pop, que são a dupla que a Pang é obcecada em seguir nas redes sociais e cujas amigas estão certas de que são um casal (também). A trama deles é mais desenvolvida na segunda temporada, mas é importante para falar sobre assédio, sobre estrelismo, popularidade, vida privada vs. vida pública, etc.

Nessa série também é explorado mais o lado dos contrastes sociais: a Friday e a Convento são escolas de elite, de pessoas abonadas e tal, mas que recebe alunos bolsistas também. Estes sofrem para se adaptar ao estilo de vida dos colegas e são verdadeiramente hostilizados se não se encaixam. Isso me lembrou várias outras séries ocidentais e é legal (mas triste) perceber que essa cultura tá em todo lugar.

Segunda temporada

Doentes de amor?

A segunda parte da trama já traz um pano de fundo bem assentado e acrescenta vários novos personagens - ou dá importância a personagens antigos, como o Ohm (cujo ator é trocado). Uma das aberturas dessa segunda temporada é uma gracinha! (mas como tem abertura diferente nesse dorama, viu?!) A qualidade da produção melhorou muito e o negócio parece que foi tão bem recebido por lá que de 12 episódios, passamos para 36!!! O triplo!

Aqui, além dos dramas anteriores, somos bombardeados de novos "casais": Mick, Win, Mark, Per... De novo, não sei qual é o problema de introduzir personagens nessas séries tailandesas. Os meninos surgem do nada, sem explicação! Eu ficava muito perdida entre um episódio e outro porque não fazia ideia de quem era fulano que agora tava tendo sua própria trama paralela.... De longe a que menos gostei foi a do Win e do Per, mas a introdução do casal Mick (que é, realmente, adorável) e Ohm foi bem-vinda para aliviar a carga dramática da série. A amizade do Ohm com o Noh também é bem explorada e traz vários momentos e diálogos super tocantes nessa temporada.

Mas bota trama paralela nisso! A história da Jeed se intensifica, a Grace se torna uma personagem fundamental aqui. Aim se mostra uma pessoa ainda pior (se é que era possível) e a Yuri se redime paulatinamente diante dos nossos olhos (ainda bem!).

Noh e Phun, apesar de terem concordado que são complicados demais para ficarem juntos, também descobrem que é impossível ficarem separados. A segunda temporada é bem mais focada nos monólogos e sentimentos do Noh - não há tantas cenas de interação dos dois quanto na primeira, porque a história toma outro rumo (e é bem coerente que não haja, né), mas há momentos importantes (a confissão!). O relacionamento dos dois também acaba abalado quando Earn, um colega de longa data, se mostra de fato bastante interessado em Noh e deixa Phun morrendo de ciúmes (e que nos rende inúmeras cenas fantásticas dos três!).
O triângulo da segunda temporada: Earn, Noh e o príncipe Phun <3

O elenco principal
É muita gente mesmo!

Trilha sonora

Love Sick tem uma das trilhas sonoras mais bonitas, ainda mais pelo fato de serem os próprios atores que cantam - muitos deles são compositores e cantores mesmo, então a combinação veio bem a calhar! A inserção das músicas nas cenas tem aquele timing quase perfeito, sabe? Só de escutá-las você já sabe qual o clima. Tem umas músicas maravilhosas, tipo "Shake" (que é icônica por causa do casal principal), "Past" e "Begging". E os MVs (music videos) em sua maioria são do elenco também. Confere só:

Isso aqui é de cortar o coração de qualquer um.



Pra quem já viu toda a série, esse vídeo com certeza vai te fazer derramar umas lagriminhas

As duas temporadas têm desfecho em si - o que quer dizer que se você assistir somente a primeira não tem problema. O final da segunda, porém, deixa algumas coisas em aberto e bastante subjetivas - a impressão que fica é que foi tudo feito às pressas, sei lá.

De qualquer forma, é uma série bem completa e que vai te deixar suspirando, xingando, chorando e rindo à toa - tudo ao mesmo tempo.

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